segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"[...]
Onde não há jardim, as flores nascem de um
secreto investimento em formas improváveis.

[...]

Mas, porque me tocou um amor crepuscular,
há que amar diferente. De uma grave paciência
ladrilhar minhas mãos. E talvez a ironia
tenha dilacerado a melhor doação.
Há que amar e calar.
Para fora do tempo arrasto meus despojos
e estou vivo na luz que baixa e me confunde."

(Carlos Drummond de Andrade - Trechos do poema: "Campo de flores" in Claro Enigma)

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